A Linguagem de Programação – Para quem nunca programou – Os Dialetos

Na matéria anterior vimos que linguagem é o meio de comunicação entre dois extremos que serve para transmitir sentimentos e ideias entre as partes envolvidas.

Sabemos que em volta de nosso planeta existem diversas formas de linguagens, podemos citar algumas das quais temos mais contato, como por exemplo, a língua portuguesa, a língua inglesa, a língua espanhola, a língua italiana e assim por diante, são várias linguagens que é praticamente impossível aprender, por completo, todas elas.

É de fácil identificação que algumas linguagens são muito parecidas com outras, como por exemplo, o espanhol o italiano e o português, são línguas bem parecidas, isso facilita, nós brasileiros, a aprendermos estas línguas, pois a estrutura entre elas são muito parecidas, alterando alguns significados de palavras, a expressão e algumas sintaxes, porém no geral são bem parecidas.

Vemos também que dentro de um único país, é possível encontrar dialetos da linguagem nativa, por exemplo, no Japão temos os dialetos Orientais e Ocidentais, na China existe o Mandarim e o Cantonês. Não precisamos ir tão longe para identificar os dialetos, dentro do próprio Brasil é possível identificar vários dialetos, onde cada região concentra palavras iguais com significados diferentes.

1. A Linguagem de Programação – Dialetos

Como o próprio nome nos remete A “Linguagem” de Programação não foge nadinha disso, temos linguagens nativas que foram criadas no passado que influenciam diretamente nas linguagens atuais.

Todas as linguagens de programação são criadas com um método padronizado para repassar instruções pré-definidas para uma máquina. Como qualquer língua falada, ela é um conjunto de regras sintáticas e semânticas, que são usadas para especificar quais instruções um programa deve executar. Com estas instruções, é possível “ensinar” a máquina como estes dados serão armazenados ou transmitidos e quais ações devem ser tomadas sobre várias circunstâncias.

Tudo começou com a Linguagem A-0, do qual utilizou o primeiro compilador que foi escrito por Grace Hopper em 1952, depois disso, em 1954 foi criada a primeira linguagem de alto nível (a mais próxima da língua falada humana) cujo nome foi dado de Fortran. Assim iniciou uma corrida à melhoria das linguagens de programação, em 1957 surgiu à linguagem B-0 que foi a sucessora da linguagem A-0 e que deu origem a linguagem Flow-Matic em 1958. Em alguns meses depois, em 1959, a linguagem Flow-Matic foi utilizada como base para a criação da tão utilizada linguagem COBOL.

Entre vários marcos da história da Linguagem de Programação, temos o conceito chamado de “Orientação a Objetos”. Foi à linguagem “Simula 67” que introduziu o conceito de classes. A linguagem Smalltalk expande o conceito de classes e se torna a primeira linguagem de programação que ofereceu o suporte completo à programação orientada a objetos. E foi a linguagem C++ que popularizou este conceito.

Com este pequeno histórico, claro que existe muita coisa a ser escrita, podemos entender que a Linguagem de Programação vem evoluindo com o passar do tempo, basta nos aprofundar mais e podemos criar uma árvore genealógica das linguagens de programação mais recentes, como por exemplo: A linguagem B dá origem á linguagem BCPL, que por sua vez dá origem a linguagem C, que introduzido o conceito de orientação a objetos surge a C++ que por sua vez dá origem a C#. Assim a linguagem C ainda dá origem a linguagens como JavaScript, Java e PHP.

Tudo nasce através de uma evolução, tal como ALGOL dá origem a Pascal que por sua vez torna-se Object Pascal e hoje é chamada de Delphi. Podemos sempre criar uma referência e identificar de onde surge a linguagem que estamos utilizando e é nesta característica que podemos dizer que a maioria das linguagens atuais são dialetos de outras linguagens, pois ao olhar para o código C# e para um código PHP podemos dizer que são muito parecidas, com exceção á alguns comandos e sintaxes.

A melhor forma de entender uma linguagem de programação é indo á sua fonte, ou seja, a sua antecessora e conhecer os seus fundamentos. São por estes motivos que as grandes universidades de tecnologia iniciam o ensino das linguagens pelas suas antecessoras, tais como Pascal que antecede a Object Pascal e a C que antecede a maioria das outras linguagens como C++, C#, Java, Javascript, PHP, entre outras.

E se você tiver um interesse mais apurado sobre o assunto, é possível descobrir que o Assembly é a mãe de toda esta história, uma vez que foi através de códigos quase binários que foi possível criar a primeira aplicação existente no mundo da informática.

Acredito, neste momento, que você deve estar se perguntando: Aonde este louco quer chegar com tanta teoria inútil? Eu lhe respondo, não tão longe, quero apenas que entenda que, aprender uma linguagem de programação compete o mesmo tempo em aprender, por exemplo, uma língua estrangeira, é necessária dedicação, paciência e acima de tudo treinamento verbal, auditivo e manual. Quando entender isso, estará pronto para iniciar o aprendizado de uma linguagem de programação.

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